INTERCÂMBIO DE CONHECIMENTO E PRÁTICAS DO PROCESSO PRODUTIVO

Estive durante os meses de junho e julho em Trier na Alamenha, realizando um Estágio Prático na Cervejaria Kraft Bräu. Retornei com novos conhecimentos e práticas. Nosso curso agora está totalmente revitalizado...

Abraços, Felipe Viegas

Enriko e Patrick (Kraft Bräu) e Felipe Viegas (Taberna do Vale)
COMO CHEGAR NA TABERNA DO VALE - Nova Lima - Br-040 - sentido RJ - Av. Canadá, 968 - Bairro Jd. Canadá

Faça-nos uma visita, será um prazer recebê-los na Taberna do Vale. Agende sua visita com Felipe Viegas (31) 9136-8484

quinta-feira, 17 de maio de 2012

MICRO-CERVEJARIAS E VINÍCOLAS NO SIMPLES NACIONAL...


03/05/2012 - 16h27 Plenário - Pronunciamentos - Atualizado em 03/05/2012 - 18h56

Casildo Maldaner quer que microcervejarias e vinícolas sejam incluídas no Supersimples

Enviar notícia por e-mail Imprimir
 
Da Redação
O senador Casildo Maldaner (PMDB-SC) anunciou em Plenário, nesta quinta-feira (3), a apresentação de projeto de lei que propõe a inclusão de microcervejarias e vinícolas no Simples Nacional.
Também conhecido como Supersimples, o Simples Nacional é o Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, que foi criado pela Lei Complementar 123/2006.
De acordo com Maldaner, microcervejarias e vinícolas — mesmo tendo grande importância para as economias de suas regiões e trazendo uma série de benefícios agregados, entre eles o incremento do turismo — não possuem o mesmo direito que têm micro e pequenas empresas de outros setores, com receita anual bruta inferior a R$ 3,6 milhões, de serem enquadradas no Supersimples e serem beneficiadas com significativa simplificação burocrática e diminuição da carga tributária.
- Não tenho receio em afirmar que a maior parte desses empreendedores se enquadraria, por seu faturamento, no Simples Nacional. No entanto, as cervejarias pequenas, praticamente artesanais, enfrentam a mesma tributação que gigantes multinacionais do setor, com faturamento de bilhões de reais – disse.
Casildo Maldaner, esclareceu ainda que não é objetivo de seu projeto incentivar a elevação do consumo de álcool. Nesse sentido, ele se mostrou favorável mesmo a que o governo implemente políticas restritivas, inclusive sob a forma de desestímulo fiscal. Em sua avaliação, não são os micro produtores de cerveja e vinho, que desenvolvem sua produção de forma absolutamente artesanal, os responsáveis pelas mazelas associadas ao alcoolismo.
Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

domingo, 29 de abril de 2012


Parte I 
Extraído de Beer a Quality Perspective - 
D. Evan Evans - Tasmanian Institute of Agriculture Research - Universidade da Tasmania, Austrália
 Charles W. Banforth (Departamento de Ciência e Tecnologia dos Alimentos, Universidade da Califórnia - Davis.
Traduzido e adaptado por Adonay Anhony Evans - Dragon Bier
Política, futebol e espuma de cerveja, foram feitos prá gente comentar nas rodas de bar. Em cada um desses assuntos, todos temos algo “definitivo” a dizer. Somos quase 200 milhões de filósofos políticos, técnicos de futebol e especialistas em espuma de cerveja. Mas, pelo menos em cerveja, o “buraco é mais embaixo”.  Se você quiser realmente arrasar no próximo papo de bar, você precisa ler esse artigo, parte de um livro sobre qualidade de cerveja. Como se diz em Portugal: é bestial. Adonay A. Evans – Dragon Bier
Parte I, A Espuma
O ato de beber cerveja é uma estética com função de extensão subliminar. A cerveja  apresentada no copo de vidro estabelece parâmetros de referência como:
       1.       sua cúpula de espuma,
       2.       sua claridade / brilho
       3.       sua cor

Os quais formam uma antecipação pavloviana para o bebedor perceptivo. Não há controvérsia, quando dizemos que um bebedor de cerveja bebe tanto com os “olhos” quanto com a boca. (Bamforth et al., 1989)

 Parâmetros diretos de qualidade como sabor, estabilidade do sabor, estabilidade coloidal, e a interação desse conjunto. No entanto, a espuma  é talvez uma das qualidades mais atraentes da cerveja, o que não surpreende,  pois a espuma age como um eficiente campo de superfície de troca gasosa recolhendo os aromas que serão conduzidos aos sensores de olfato de quem bebe (Delvaux et al., 1995). Dessa forma, ela fornece uma introdução envolvente e sedutora do que a cerveja possui, em frescor, sabor e caráter.  A espuma é também um fator táctil  para os lábios e sensação dos impactos na boca, através sua consistência, maciez  e estrutura (tamanho da bolha). Em parte, essa experiência é modulada pelo desgaseificação  da cerveja na boca, que por sua vez é uma função de carbonatação ou  nitrogenação da cerveja, (Todd et al., 1996).

Mas como estabelecer quais as características de uma boa espuma?
Geralmente, a boa espuma é uma combinação de sua estabilidade, a quantidade laço, (adesão ou grudar-se ao vidro depois do copo esvaziado), brancura, "cremosidade" (pequenas bolhas homogeneamente dispersas) e força. Aqui a "beleza" está definitivamente no olho de quem vê,  pois consumidores estabelecem preferência entre cervejas com base em suas características de espuma. Essa diversidade de  preferências foi encontrada como decorrente de fatores como sexo, raça ou mesmo região (Bamforth, 2000a;. Smythe et al, 2002).


Percepção de três bebedores quanto ao que é “qualidade “ na espuma de uma cerveja 
Bebedor 1 (Belga?)

Cerveja adorável, com bom colarinho!

Cerveja monótona!

Linda adesão, excelsa cerveja

Bebedor 2 (Londrino?)

Tira fora, espuma não é cerveja!

Isso sim, é uma completa medida de cerveja!

O copo está sujo?

Bebedor 3 (Mulher?)

Será que essa cerveja


gruda no meu batom e mancha minha maquiagem?

Não parece uma cerveja alegre e sedutora

Esse copo não foi bem lavado antes de encher


 FÍSICA DA ESPUMA


Os princípios da física da espuma de cerveja são fundamentais  para a compreensão da qualidade dessa espuma pela interação dos diferentes componentes da cerveja.  Esses princípios foram exaustivamente estudados pelo grupo do Dr. Albert Prins de Wageningen (Prins e Marle, 1999; Prins, 1988; Ronteltap, 1989;. Ronteltap et al, 1991), e por outros, tais como Walstra (1989), Fisher et ai (1999) e Bamforth (2004a. ). Estes autores simplificaram um  pouco a complexa  física envolvida nos seguintes eventos fundamentais, mas inter-relacionados:


* formação e tamanho das bolhas


*drenagem


*cremeamento


*coalescência


*desproporcionamento




Formação e tamanho das bolhas


Apesar de a cerveja ser saturada com dióxido de carbono, bolhas não são formadas espontaneamente, a menos que a nucleação ocorra (Figura 1.2), promovida pela fibra da estrutura do copo, ou arranhão no vidro (Prins e Marle, 1999) ou a forma de dispensa, seja da torneira (Carroll, 1979) ou garrafa (Skands et al., 1999).  Estes locais de nucleação devem ser suficientemente pequenos para criar bolhas menores que criam espuma mais atraente para o bebedor (Bamforth, 2004a). Um atributo desejável na nitrogenação de cervejas, devido à menor pressão parcial de gás de azoto comparado ao CO2, é a produção de bolhas muito pequenas (Carroll, 1979; Fisher et ai 1999). 
Tais princípios são aplicados na utilização de objetos de vidro nucleados tais como o guarda-espuma estilo tulipa (Parish, 1997) ou como uma função parcial de outros fatores (Brown, 1997; Browne, 1996), que serão discutidos mais adiante. Finalmente, o controle para dispensar a tensão superficial com baixo ângulo dinâmico conduz a bolhas menores, com tamanho homogêneo de dispersão, o que resulta na desejável característica espuma "cremosa" (Ronteltap et al., 1991). Os fatores que regulam o tamanho da bolha gerada na nucleação estão descritos na equação (1.1)


 O raio do local de nucleação é muito significativo, mas a tensão de superfície e gravidade específica (densidade relativa) são menos importantes.

Drenagem


Após a sua formação, a espuma é usualmente denominado "úmida".


A cerveja em excesso no interior da espuma,  rapidamente drena por gravidade para produzir espuma "seca", ou drenada. Efeitos sutis de acordo com o grau de drenagem podem ser percebidos (Figura1.3). Na espuma seca,  a drenagem por gravidade continua, formando um disco sucção" nas bordas, que provoca o enfraquecimento do filme que contém a bolha, levando consequentemente ao colapso   da espuma. (Ronteltap etal.,1991).


Ronteltap et al. (1991) concluiu que as forças neutralizando a drenagem são:


 1 a viscosidade da cerveja, 2  efeitos capilares e 3 viscosidade da superfície da cerveja. A influencia da viscosidade da cerveja  é consistente com  a qualidade da espuma da cerveja; sendo observado que   a espuma é mais estável a temperaturas mais baixas, quando é maior a viscosidade.  Mais recentemente  reviu esse conceito, para concluir que a viscosidade da superfície é mais importante que a viscosidade total.



Representação esquemática da drenagem. Em espuma seca as bolhas assumem uma estrutura poliédrica tipo favo de mel, mostrando bordas bem definidas entre planos das bolhas (após Prins e Marle, 1999)







 (Bamforth, 2004a). Na prática esta interpretação, parece confirmada pela observação que os polissacarídeos não amiláceos (isto é, que não pertencem ao grupo dos amidos), que aumentam a viscosidade, tais como β-glucanases, têm uma influência insignificante sobre a estabilidade da espuma da cerveja (Lusk et al, 2001a, b). 
A vazão Q de drenagem de líquido da espuma é determinada pela fórmula: 
 Cremeação
Cremeação, aumento do número de bolhas ou "perolamento" é definida como o atraente espetáculo da cerveja de captura de bolhas para a espuma (Figura 1.4), que, se fosse este um mundo ideal, deveria ser mantida por todo o tempo do consumo (Bamforth, 2004a).  Em conjunto:  a atividade de nucleação, a tensão superficial da densidade da cerveja e o CO2 determinam o nível de conteúdo de creme. Uma vez aceito o papel central que um local de nucleação representa, verificou-se que o conteúdo de CO2 foi a variável mais influente porque as faixas de tensão  superficial típicas e de densidade não são geralmente suficientemente grandes para fazer uma diferença perceptível na formação da cremosidade. (Lynch e Bamforth, 2002).


A cremosidade pode ser explicada pelo modelo matemático:

Coalescência


Coalescência em espumas é definida como a fusão entre duas bolhas (Figura 1.5) causada ​​pela ruptura da película entre as bolhas produzindo uma bolha maior, menos estável e menos atraente (Ronteltap et al., 1991). Em cerveja não deteriorada ou de boa qualidade, esse mecanismo é de importância limitada (Ronteltap, 1989). No entanto, se material altamente hidrofóbico tal como lipídios, óleo de frituras,), batom, agentes de limpeza, copos engordurados entram em contato com a cerveja, podem provocar um efeito catastrófico para a estabilidade da espuma. Conhecido como  "mecanismo de partículas hidrofóbicas" (ou impacto de lipídios) ou "partícula de mecanismo de dispersão" (ou impacto de detergentes), estas pequenas partículas perturbadoras, quando posicionadas na película da bolha, rapidamente iniciam o processo de coalescência (Ronteltapet al. 1991).




Desproporcionamento


Desproporcionamento, também conhecido como Amadurecimento de Ostwald, é definido como a fusão de bolhas ou engrossamento da espuma; processo resultante da difusão interbolhas de gás (Ronteltap et al, 1991;. Bamforth, 2004a). Por este processo, a partir de bolhas menores, com gás com maior pressão de Laplace, se transformam em bolhas maiores, com gás com menor pressão difusa de Laplace (Figura 1.6). Assim, bolhas menores desaparecem,  substituídas por bolhas maiores.


 

Figura 1.5


Representação esquemática de coalescência (A,B), o mecanismo de dispersão de partículas por detergente (a,b,c,d) e o mecanismo de hidrofobia de partículas por gorduras (x,y,z) (depois de Ronteltap et al., 1991)


 

Figura 1.6


Representação esquemática de desproporcionamento de bolhas. Maior ou menor estabilidade da espuma.



E bolhas maiores se tornam ainda maiores, resultando em “laminamento” das bolhas, de formas menos atraentes, (Bamforth, 1999). A difusão de gás é um importante fator de desproporcionamento. Mais uma vez é fácil se perceber o substancial benefício do nitrogênio para a estabilidade da espuma em razão de sua menor solubilidade em água quando comparado ao Co2, (Carroll, 1979; Mitani et al., 2002; Bamforth, 2004a). Dessa forma, a combinação do gás contido na bolha e a espessura do filmeentre bolhas estão relacionados com as taxas de drenagem  e se constituem nos mais importantes fatores de limitação ao desproporcionamento.  (Bamforth, 2004a).




O valor de desproporcionamento é definido pela equação de De Vries. 


Os enormes benefícios que baixos níves de nitrogênio provocam na estabilidade da espuma, são explicados por sua mais baixa solubilidade quando comparada à solubilidade do dióxido de carbono, significando que sendo menos capaz de se dissolver na interface líquida entre bolhas passa com mais facilidade de uma bolha para a outra. A espessura da película da bolha é igualmente importante, e será o impacto primário nas taxas de drenagem já vistas, mas também se constituirão em superfícies ativas para materiais que penetrem pela parede da bolha para interagir  de forma a obter um quadro de manutenção da integridade da película. 

quarta-feira, 25 de abril de 2012

TABERNEIROS CAMPEÕES NO CONCURSO INTERNO DA ACERVA MINEIRA


No último fim de semana a Acerva Mineira realizou a segunda edição de seu concurso interno, chamado informalmente por nós de concurso da ” Inconfidência Cervejeira Mineira” . lembrando tanto 21 de abril – Dia de Tiradentes, o pai da Inconfidência, como a ideia original de criarmos a uma ” escola mineira cervejeira”. Para tanto é obrigatório o uso de algum ingrediente que seja parte da cultura gastronômica mineira. A edição do ano passado foi tão comentada que levou à organização do concurso nacional das acervas a incluir em 2012 a categoria livre, com a mesma obrigatoriedade de uso de algum elemento da gastronomia brasileira.


Uma alegria tomou conta da Taberna do Vale, ao saber que alguns Homebrewers "formados" nos cursos da Taberna foram premiados...

Entre eles:

Lucas Narciso, Otávio Miranda, Alfredo Carneiro - Medalha de Prata no Estio Irish Red Ale 

Pedro Gusmão, Vinícius Teles e Guilherme Giovani - Medalha de Ouro Estilo American IPA

André Souza - Medalha de Bronze Estilo American IPA

João Marcelo - Medalha de Ouro - Estilo Livre - Escola Mineira


Na primeira edição, em 2011, o concurso mineiro premiou nos primeiros lugares cervejas que levavam boldo, fumo de rolo e doce de leite. Todas inusitadas e deliciosas,  belíssimas representantes da cultura de Minas. Sendo assim, a expectativa de todos para este ano era sobre a criatividade dos cervejeiros  em encontrar novos elementos, que fossem tão representativos como as do ano anterior. E não é que eles conseguiram mostrar novos ângulos e sabores??

Levou medalha de bronze o advogado Bernardo Gosling que, participando pela primeira vez de qualquer concurso, produziu a Pitãg-ale – uma blonde com folhas e frutos da pitangueira. Ele conseguiu imprimir à cerveja um aroma  intenso e perceptível da pitanga. No sabor a fruta também estava lá, com seu travo característico, uma certa adstringência, mas sem nos tirar a vontade de bebê-la.

Em segundo lugar, com medalha de prata, ficou o Daniel Draghenvaard, cervejeiro dos mais criativos em Minas Gerais, reconhecido por seus inquestionáveis hidroméis. A cerveja dele, chamada Minas de Ferro, uma strong dark ale com acréscimo de café arábica colhido no sul do estado e um gruit formado por sálvia, guaco e artemísia, além de melaço de cana, impressionou pela robustez, aromas quase palpáveis de cada elemento e, mais que  tudo, pela concepção da receita tão complexa.

CERVEJA DE PÃO DE QUEIJO, UAI, GOSTEI...  Mas foi o Taberneiro João Marcelo Mendes, o grande vencedor desse páreo, pela coragem de utilizar um ingrediente nada fácil para uma cerveja. Decidido a levar para o copo um dos elementos que mais representam a gastronomia de Minas Gerais – o pão de queijo – o cervejeiro produziu uma brown ale com polvilho! Isso mesmo, com a goma azeda da mandioca… aquela, com cheiro bastante característico e bem pouco agradável. E o resultado surpreendeu a todos os juízes – não era turva, não era azeda, continha o aroma estranho mas sem chocar. Pela coragem em traduzir um conceito, mostrando não só criatividade mas também muita técnica, a medalha de ouro foi para essa ” Peripécia de São João”, assim chamada pelo João Marcelo.

Agora, é esperar o feriado de Tiradentes de 2013, quando a terceira edição do concurso interno da Acerva Mineira será realizada. Até lá novos cervejeiros farão parte da associação, novas ideias irão surgir e novos conceitos serão criados. 

terça-feira, 17 de abril de 2012

MINHA CERVEJA... promete...



Lalubema lança app mobile em parceria com cervejarias mineiras

A Lalubema, em parceria com três importantes micro cervejarias de Minas Gerais - Backer, Wäls e Taberna do Vale-, lança no dia 16 de abril o aplicativo mobile Minha Cerveja. O jogo explora o rico universo de uma das bebidas mais apreciadas do mundo.

O evento, organizado pelos sócios Rodrigo Mascarenhas, Leonardo Mascarenhas, Filipe Rhodes e William Tadeu, acontece no dia 16 de abril, às 19h, no tradicional pub alemão Stadt Jever, em Belo Horizonte. Entre os convidados estão taberneiros, homebrewers e influentes empresários mineiros, que desfrutarão de 1h30 de "free beer" enquanto conferem, com exclusividade, a apresentação do novo aplicativo.

Para garantir a segurança na volta para casa, o evento contará com serviço de taxi no local. 

Stadt Jever: Avenida Contorno, 5771 - Belo Horizonte, MG.


Minha Cerveja
Pioneiro no mercado brasileiro, o aplicativo Minha Cerveja pretende disseminar a cultura cervejeira de forma divertida. Ao jogar, os usuários testam seus conhecimentos e aprendem sobre as técnicas de produção, os ingredientes especiais e a história de cada estilo. 

O vídeo de abertura e as fotos em alta definição foram produzidas em um estúdio particular da empresa e prometem dar água na boca.

Desenvolvido, inicialmente, para iPhones e iPads, o aplicativo estará disponível gratuitamente na Apple Store durante 60 dias.

Como jogar

Para vencer este desafio, os jogadores precisam provar que, mais do que gostar de cerveja, eles também conhecem suas particularidades.  

O jogo, desenvolvido em formato de quiz, conta com 20 estilos de cervejas para serem descobertas, cada uma delas com sete dicas que ajudarão a desvendar o mistério. Entre as pistas estão fotos e informações sobre a cor, a aparência, a espuma, o copo e a harmonização ideal.  

Ao acertar, o usuário recebe uma explicação detalhada sobre aquele estilo, com a opção de compartilhar o bom resultado no Facebook. 

Cervejarias mineiras

Backer

Primeira micro cervejaria mineira, fundada em 1998, a Backer está entre as líderes de mercado no setor de cervejas Premium em Belo Horizonte e pode ser encontrada em bares e restaurantes das principais cidades do Circuito Estrada Real. 
Em 2011, foi consagrada como a primeira micro cervejaria de Minas Gerais a receber um prêmio internacional, conquistado por sua India Pale Ale no concurso South Beer Cup, na Argentina.

Wäls
Fundada no final da década de 90, em Belo Horizonte, a Cervejaria Wäls produzia inicialmente chope convencional. Em 2008, passou a investir no crescente mercado de cervejas especiais. Atualmente, produzem oito tipos da bebida, além das edições sazonais.
Este ano, foi eleita a melhor cervejaria do ano de 2012 da América do Sul, durante a competição internacional South Beer Cup, em Blumenau, Santa Catarina.

Taberna do Vale
No mercado de bebidas há mais de 15 anos, inicialmente trabalhando com destilados e vinhos, desde 2003 focada exclusivamente no segmento das cervejas especiais, a Taberna do Vale tornou-se a primeira cervejaria escola de Minas Gerais em 2008.
Fundada e administrada por Felipe Viegas, homebrewer que participou da criação da ACervA Mineira, a cervejaria visa disseminar a cultura cervejeira através de palestras e cursos de degustação com harmonização, além da produção de cerveja artesanal.

Mais informações:
Fabiana Duffles – Assessora de imprensa Lalubema

Tel: 31- 3286.1210 
fabianaduffles@lalubema.com

Filipe Rhodes 
filipe@lalubema.com

William Tadeu
william@lalubema.com

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Matéria no Jornal O Tempo - Jardim Canadá - Potencial Cervejeiro...

Jornal O Tempo traz à tona o potencial cervejeiro de Nova Lima, especificamente do Jardim Canadá, aonde se localizam 3 Cervejarias e uma vocação mais que natural para o segmento das cervejas especiais...





EXTRA MALTE - PORTO ALEGRE


Extra Malte: Cerveja como alimento - propriedades funcionais e probióticas

Depois de desvendar as sutilezas do fermento, o Extra-malte completa a temática com as funções nutritivas deste que já foi chamado de pão líquido. A engenheira química e mestra cervejeira, Amanda Reitenbach, falará sobre as propriedades funcionais e probióticas da cerveja, tema de seu mestrado e foco em sua carreira. Na ocasião haverá o lançamento da cerveja BACA, projeto Coruja fora de série, parceria com StudioClio. O encontro acontece no dia 9 de abril, segunda-feira, e será conduzido pelo burgomestre Sady Homrich.

As cervejas degustadas são Göttlich Divina Weiss com guaraná, de Joinville, MonDi Beer Coffe Notes, de Pelotas, e a americana Rogue Shakespeare Oatmeal Stout. A harmonização fica a cargo do chef Cacá Borges, especialista em gastronomia funcional.

Promovido pelo StudioClio, com parceria da Cerveja Coruja, o Extra-malte valoriza a cultura cervejeira todas as segundas segundas-feiras de cada mês, às 20h. "Inércia é uma energia gerada pela preguiça de sair de onde se está" Millôr Fernandes (            1923/24-2012      ). Garanta o seu ingresso!

Com Sady Homrich e Amanda ReitenbachData 09 de abril, segunda-feira, 20h
Investimento: R$ 50,00 (lugar em mesa) e R$ 40,00 (lugar na plateia)
StudioClio - Instituto de Arte & Humanismo
Rua José do Patrocínio, 698, Cidade Baixa, Porto Alegre - RS - CEP 90050/002 - Telefone: 51.3254.7200

Marketing de Guerrilha - CHEERS !!!


Marca de cerveja inglesa tira sarro da concorrente no outdoor logo abaixo...


Marca de cerveja tira sarro da concorrente no outdoor logo abaixo, veja essa

Via AdFreak. Siga Editores-do-Blue-Bus 03/04 por: Debora Schach 

Newcastle Brown Ale, marca de cerveja britânica, acaba de lançar uma campanha pisando no calo da concorrência - pra começar, no da Stella Artois. O 1º anúncio saiu num outdoor logo abaixo do anúncio da marca rival. Enquanto a Stella mostra um copo cheio de cerveja dizendo que aquilo "é um cálice, nao um copo", a Newcastle revida - "quem usa a palavra cálice?" E arremata com a assinatura da campanha - "Sem papo furado"  A criaçao é da Droga5, que vai continuar colocando em xeque os clichês da publicidade de cerveja em geral.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

A Verdadeira relação entre Cerveja e Quaresma...


Quaresma sem cerveja? Não para os monges medievais!

Passado o Carnaval e com a chegada da Páscoa termina também o espaço de tempo em que boa parte dos cristãos se priva das bebidas alcoólicas – dentre elas as nossas adoradas cervejas. A Quaresma, período de 40 dias compreendido entre a Quarta-feira de Cinzas e o Domingo pascoal, é o momento em que muitos cristãos fazem penitências para refletir de maneira mais adequada os ensinamentos de Cristo.

Na prática, três são as vertentes penitenciais propostas pela Igreja Católica: oração (que deve ser intensificada no período), partilha (com divisão dos bens entre ricos e pobres) e jejum (com restrição das refeições, especialmente em relação a carnes, bebidas alcoólicas e doces).


Historicamente, a Quaresma foi criada dois séculos depois do nascimento de Jesus Cristo como forma de preparar a Páscoa, que inicialmente era composta por três dias de jejum, meditação e oração. Vem também dos tempos antigos, mais precisamente do século IV, a tradição de não comer carnes às sextas-feiras da Quaresma, principalmente durante a última, conhecida como Sexta-Feira Santa. Este é apenas um dos pontos propostos pelo jejum canônico, que sugere ainda a redução das refeições matinais e vespertinas pela metade.

Mas nem sempre foi assim…


Pouca gente sabe que as penitências relacionadas à cerveja nem sempre aconteceram. Na Idade Média, os monges dos monastérios – que faziam esta preparação pascoal de forma mais rigorosa – desempenhavam o jejum canônico à base de cerveja.

Isso mesmo, você não leu errado! Para aguentar os longos períodos sem a ingestão de alimentos sólidos, os monges consumiam cervejas mais encorpadas para suprir os nutrientes retirados das refeições. Foram eles, inclusive, que aperfeiçoaram as técnicas das cervejas ao longo dos anos, fabricando algumas das melhores bebidas do mundo todo.


Mas voltando à época medieval, vale lembrar que o consumo de cerveja não só era feito como também incentivado pela Igreja Católica. Isso fica bem evidente em 1662, quando o Papa Alexandre II autorizou a ingestão da bebida pelos penitentes (Liquidum non frangit jejunum).

O ápice desse costume foi consolidado pelos monges alemães da ordem dos Mínimos de São Francisco de Paula, que desenvolveram em meados do século XVI um estilo próprio de cerveja para o jejum canônico, o doppelbock. As principais características destes líquidos ficam por conta da coloração escura e da grande concentração alcoólica e de malte.


Outro grupo de monges que entrou para a história da cerveja é a Ordem dos Cistercienses Reformados da Estrita Observância, mais conhecida Ordem Trappista. O nome deriva do mosteiro de Notre Dame de la Trappe, na Normandia. Além da cerveja, as abadias desta Ordem são reconhecidas pelos biscoitos, pães e queijos. Atualmente, há 171 mosteiros trappistas ao redor do mundo, mas só sete deles produzem cerveja: seis na Bélgica e um na Holanda.

É desta época, portanto, que surge a expressão “pão líquido” para representar a cerveja, pois as bebidas produzidas pelos monges continham grandes quantidades de cevada e malte, transformando-se em produtos equivalentes aos pães. Já a alta concentração de álcool se deve ao fato de o período de jejum ser muito frio no hemisfério norte, o que pede por bebidas mais encorpadas e concentradas.

Portanto, passada a Páscoa (que já acontece no próximo domingo), a cerveja está liberada para todo mundo! Agora se você quiser imitar os monges medievais, pode começar a beber uma cervejinha desde já. Além de abençoada, a cerveja é uma ótima pedida para acompanhar o alimento símbolo da Páscoa, o chocolate!

Se você é do tipo que acha que cerveja e chocolate não combinam, veja (e experimente!) as dicas de harmonização do CluBeer.  Você vai se surpreender!


dicas-harmonizacao-cerveja-com-chocolate
Dicas de harmonização de cerveja com chocolate


Chocolate amargo (60% ou mais de cacau): combinam com cervejas dos estilos Schwarzbier, Porter, Stout, Imperial Stouts.

Chocolate ao leite: combinam com cervejas dos estilos Dubbel, Belgian Strong Dark Ales, Old Ales.

Chocolate com frutas secas: combinam com cervejas dos estilos Weizenbocks escuras, Dubbel, Belgian Strong Dark Ales.

Chocolate branco: combinam com cervejas dos estilos Fruit Lambics, Flandres Red Ale, versões mais alcoólicas e aveludadas de Old Ales.


Autor da Postagem: Alexandre Bratt