domingo, 19 de maio de 2013
terça-feira, 7 de maio de 2013
sábado, 13 de abril de 2013
Cuidado: Há um golpista entre nós...
APR 12, 2013 AUTOR: BRUNO COUTO
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VEJA MAIS SOBRE: NOVIDADES CERVEJEIRAS
Esse post tem a intenção de alertar a todos os profissionais e admiradores do mercado da cerveja no Brasil. Uma pessoa, da qual não podemos citar o nome por questões legais, está se aproveitando de contatos do mercado para aplicar um golpe desprezível. E o pior: se diz membro do grupo de Blogueiros Brasileiros de Cerveja como forma de ganhar confiança.
Como não podemos divulgar o nome desse criminoso, pedimos a todos que procurem se informar com seus contatos do mercado, pois muita gente já está sabendo do golpe. Em uma breve pesquisa no Google, descobrimos que trata de um morador da cidade de Ribeirão Preto (SP) e que já teve problemas parecidos quando aplicou um golpe em cervejeiros caseiros.
A mensagem abaixo foi escrita e enviada pelo golpista em diferentes datas. Blogueiros, donos de cervejarias e profissionais da cerveja foram abordados na tentativa de conseguir dinheiro. Confira a mensagem que nos foi enviada pelo próprio cretino:
“Boa tarde. Entrei numa enrascada aqui cara. To procurando o pessoal lá em casa mas não to encontrando ninguem ai comecei a fazer contato com outras pessoas via facebook. Fui assaltado a mais ou menos uma hora atras. Estou viajando a trabalho e ja estava pra retornar. Me levaram tudo o que eu tinha na carteira e meu celular. Fiquei só com o que eu tinha na mala que é esse laptop, um modem 3G e um velho cartao da caixa federal que eu sempre levo na mala. Cara, na boa, voce consegue me ajudar a voltar pra casa? Pergunto isso assim por desespero mesmo hehehe. Preciso de R$ 72,50. Se for o caso, pode fazer depósito em qualquer lotérica nessa conta da Caioxa Federal que é a unica que me restou um cartão. Quando eu chegar, vou ate minha agencia normal e faço um saque avulso pra lhe devolver cara. De qualquer forma eu lhe agradeço.”
Lamentamos que esse tipo de coisa aconteça em um momento com notícias tão boas no nosso mercado. É triste ter que abrir espaço para um fato tão pequeno e sujo, mas julgamos que todos devam ser alertados.
Estamos estudando que tipo de atitudes legais podemos tomar contra ele, se tiver informações a respeito do caso, por favor divida conosco.
Botto Bar - Por Henrique Oliveira - Ave César
Botto Bar: Para os amigos e para os brothers
Simplesmente você se sente em casa. Leo Botto e Tati, junto com amigos, montaram um ponto turístico cervejeiro no Rio de Janeiro. Dá para ir de metrô - o ponto mais próximo é o da Afonso Pena - na volta recomendo pegar um táxi.
O que posso comentar do lugar: Bem ornamentado contado um pouco da história desse cervejeiro - há prêmios e certificados pela casa. O espaço é aconchegante, há telão para ver o jogo, banheiro bacaninha, limpinho, som roquinho com direito a Blues nas terças. As cervejas na verdade são chopes! Não há cerveja em garrafa! São 20 torneiras disponíveis com beldades passando pela escola "brasileira", belga, americana, germânica e inglesa. Há preços para todos os bolsos para consumir os líquidos ali existentes.
Experimentei as cervejas Eisenbahn Dunkel e Pale Ale, Noi Avena e Noi Rossa da Cervejaria Noi de Niterói (essa passou pela consultoria do Botto), experimentei o maracujá da Hell Blues Etílicos da Cervejaria Mistura Clássica - a garrafa está disponível no mamãe bebidas de BH - e a própria Botto Belgian IPA.
Dos petiscos, cardápio razoavelmente pequeno, mas muito curioso e saboroso. Comi o sanduba da casa - que aparentemente é pequeno, mas se satisfaz muito bem tem 200 gramas de carne e acompanha pão de malte feito pela Tati e experimentei a carne cozida na cerveja; de-li-ci-osa. De sobremesa 3 colheres de mousse de chocolate com chope Eisenbanh Dunkel. O mousse é regado de carrafa triturado. Um show!
Dos anfitriões: todos presentes. Botto e Tatti comprimentam todos à mesa. Sorriso estampado em suas caras, com a sensação de trabalho bem feito, indo no caminho certo.
Enfim, acredito que temos que prestigiar os amigos e os profissionais do segmento. E desta forma recomendo conhecer o Botto Bar. Pergunte pelos copos de souvenir. Vale a pena levar pelo menos um.
Rua Barão de Iguatemi, 205. Praça da Bandeira, RJ. Telefones (21) 3496-7407 e (21) 3496-7406.
Postado por Henrique Oliveira às 21:22
segunda-feira, 25 de março de 2013
CERVEJA HIDRATA IGUAL A ÁGUA APÓS PRÁTICA ESPORTIVA
Por Puro Malte - http://www.puromalte.com.br/blog/cerveja-hidrata-igual-a-agua-apos-pratica-esportiva/
Estudo feito na Espanha comprovou que o consumo moderado da bebida após exercícios é benéfico para a saúde
Bruxelas – Um estudo apresentado nesta terça-feira em Bruxelas comprova que o consumo moderado de cerveja após exercícios físicos é tão eficaz quanto a água para a hidratação, segundo especialistas médicos.
Esta é uma das conclusões apresentadas no “VI Simpósio Europeu de Cerveja e Saúde”, onde participaram especialistas em medicina, nutrição e alimentação da União Europeia.
O pesquisador Manuel Castillo, da Universidade de Granada, expôs os resultados de um estudo que consistiu em medir a reação do corpo à ingestão de água ou cerveja após a realização de esforço físico intenso. “Realizamos o estudo para comprovar se o costume de tomar cerveja depois do exercício era recomendável”, explicou Castillo.
A conclusão foi de que uma quantidade moderada de cerveja “não prejudica a hidratação após o exercício”. Tomar cerveja seria “a mesma coisa que tomar água”, por isso é recomendado o consumo da bebida fermentada a todas as pessoas que não tenham nenhuma contraindicação.
“Não foi encontrado nenhum efeito negativo que pudesse ser atribuído à ingestão de cerveja em comparação com a ingestão de água”, disse Castillo, que também afirmou que durante as conferências será apresentado outro estudo que descarta que exista “qualquer relação” entre o consumo da bebida e a tendência a desenvolver “barriga de chopp”.
O médico Ramón Estruch, do Hospital Clínico de Barcelona, afirmou que os resultados dos estudos mostram que o consumo moderado de cerveja “ajuda na prevenção de acidentes cardiovasculares, graças aos efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios das artérias”.
Além disso, proporciona proteção contra fatores de risco cardiovascular, como diabetes, melhora a pressão arterial, regula o colesterol e previne a arterioesclerose, segundo a pesquisa.
Estruch informou que atualmente estão sendo feitas pesquisas para determinar se os benefícios da cerveja com álcool são maiores que os da cerveja “sem”, embora haja indícios de que a primeira tem efeitos mais positivos.
De qualquer forma, Estruch ressaltou a importância de “consumir a cerveja dentro de um padrão de alimentação saudável, preferencialmente a dieta mediterrânea”.
Maria Teresa Fernandez Aguilar, pesquisadora da Agência da Saúde de Valência, informou sobre os efeitos benéficos da cerveja sem álcool para as mães lactantes. Ela citou o estudo que demonstrou que crianças amamentadas por mães que consumiram duas cervejas sem álcool durante a lactação têm menos possibilidades padecer de doenças como câncer e arteriosclerose, devido à transmissão dos componentes antioxidantes de bebida.
“Os resultados nos surpreenderam”, afirmou Maria Fernandez, acrescentando que a cerveja sem álcool seria mais recomendável que outras bebidas gasosas com base química.
Fonte: EXAME
A Puro Malte é uma loja virtual de cervejas especiais: importadas e artesanais brasileiras. Sediada no Rio de Janeiro, entregamos em todo o Brasil. Entregas em até 48hs nas principais capitais. São mais de 600 produtos das melhores cervejarias mundo.
quinta-feira, 21 de março de 2013
CONCURSO BRASILEIRO DA CERVEJA - BLUMENAU
Por Goronah - http://www.goronah.blog.br/2013/eventos/os-vencedores-do-i-concurso-brasileiro-da-cerveja
O I Concurso Brasileiro da Cerveja, que aconteceu junto ao Festival Brasileiro da Cerveja, anunciou na noite de ontem os seus vencedores. Das mais de 200 cervejas inscritas, 109 foram premiadas, distribuídas por todos os estados participantes. Na competição, cada cerveja recebia uma pontuação e através dela alcançava um patamar ouro, prata ou bronze. O árduo trabalho dos juízes foi feito em dois dias, divididos por categorias e degustando até 30 cervejas por dia. É um trabalho difícil, mas alguém precisa fazer o sacrifício!
O estado com o maior número de medalhas foi São Paulo com 33, talvez influenciado pelo crescente número de cervejarias no local. Seguindo a lista se encontram o Paraná com 26, Santa Catarina com 16, Minas Gerais com 14, Rio Grande do Sul com 9, Rio de Janeiro com 7 e Pará com 4. O detalhe das quatro medalhas do Pará é que todas pertencem à Amazon Beer, com suas cervejas utilizando frutos regionais.
Os destaques da noite foram as cervejarias Bodebrown e Wäls. A primeira, de Curitiba, recebeu o prêmio de cervejaria do ano, acumulando 11 medalhas, sendo 5 de ouro, 2 de prata e 4 de bronze. Já para Minas Gerais foi o prêmio de melhor cerveja do concurso, com a Wäls Bohemian Pilsner recebendo a maior pontuação entre todas as inscritas.
sexta-feira, 1 de março de 2013
AROMÁTICAS E COMPLEXAS, CERVEJAS ALCOÓLICAS PEDEM DOSES INTELIGENTES...

CILENE SAORIN
- Divulgação

Ainda são poucos os que conhecem da diversidade e da complexidade das cervejas, oferecidas em mais de 120 diferentes estilos: para refrescar, celebrar ou surpreender ao lado da gastronomia. Pelo contrário, a maioria das pessoas continua, possivelmente, pensando em cerveja como uma bebida limitada ao consumo ‘aos baldes’.
Mesmo considerando as variações populares do estilo Pilsen –cujas características passeiam por baixo teor alcoólico, leveza, refrescância e sabores delicados– sabemos muito bem que nossa saúde não se preserva com hábitos de consumo desajustados. E quando se trata de cervejas mais alcoólicas então, é preciso atenção redobrada nos volumes de consumo para não perder a linha durante as degustações.
Cada estilo de cerveja apresenta variados perfumes, estruturas e forças alcoólicas. Em receitas bem desenhadas, essas características devem andar juntas com certa proporcionalidade e equilíbrio. Assim, as de alto teor alcoólico, idealmente, apresentam mais complexidade aromática e estrutura.
Para iniciar o passeio por estas cervejas, apresento o glamoroso e provocativo estilo Bière Brut. Bebidas deste estilo seguem à risca o método Champenoise, o mesmo utilizado para elaborar vinhos espumantes, composto por três etapas: Cuvèe, com a introdução de leveduras especiais para segunda fermentação em garrafa; Remuage, a maturação enquanto as garrafas são giradas periodicamente para levar as leveduras ao gargalo; e Dégorgement, a expulsão das leveduras de fermentação da garrafa.
Com receitas autênticas e roupagens charmosas, nasceram rótulos como as belgas Deus (11,5%, 750 ml, R$ 159,90, na Beer Online, www.beeronline.com.br); Malheur Blonde Brut (11%, 750 ml, R$ 84,90, na Beer4u, www.beer4u.com.br) e Malheur Dark Brut (12%, 750 ml, R$ 84,90, na Beer4u, www.beer4u.com.br).
Entre as brasileiras estão a Eisenbahn Lust (veja ficha técnica abaixo), Eisenbahn Lust Prestige (11,5%, 750 ml, R$ 102,80, na Costi Bebidas, www.costibebidas.com.br) e Wäls Brut (11%, 750 ml, R$ 141,90, na Puro Malte, www.puromalte.com.br). Destaque ainda para a Infinium (10,5%, 750 ml, R$ 119,00, na Beer4u, www.beer4u.com.br), fruto da parceria entre cervejeiros da alemã Weihenstephan e da americana Samuel Adams.
Servidas em taça flûte, essas variações apresentam perlage fino e numeroso em personalidades próprias entre aromas frutados, cítricos, herbais, florais, tostados ou defumados. O final de boca, por vezes, é levemente doce e sempre deliberadamente alcoólico.
Existem ainda outros tantos estilos igualmente alcoólicos, mas com pegadas bem diferentes –do clássico ao rock’n roll! E isso a gente vê nas cenas dos próximos capítulos...
::FICHA TÉCNICA::
Eisenbahn Lust
Produzida na cidade de Blumenau (SC), apresenta cor amarelo-ouro, perlage fino e numeroso, aromas frutados intensos – lembrando pera, maçã verde, abacaxi, pêssego e damasco – em final de boca entre doçura e acidez. É frisante, encorpada e alcoólica. Uma cerveja de celebração que combina com queijos duros, como parmesão, e queijos azuis, como gorgonzola. É também muito interessante em harmonização com sobremesas à base de frutas cítricas, como crepe de tangerina.
Eisenbahn Lust
Produzida na cidade de Blumenau (SC), apresenta cor amarelo-ouro, perlage fino e numeroso, aromas frutados intensos – lembrando pera, maçã verde, abacaxi, pêssego e damasco – em final de boca entre doçura e acidez. É frisante, encorpada e alcoólica. Uma cerveja de celebração que combina com queijos duros, como parmesão, e queijos azuis, como gorgonzola. É também muito interessante em harmonização com sobremesas à base de frutas cítricas, como crepe de tangerina.
País:Brasil
Teor alcoólico: 11,5%
Volume: 375 ml
Preço: R$ 41,10
Estilo: Bière Brut
Onde encontrar: www.costibebidas.com.br
Teor alcoólico: 11,5%
Volume: 375 ml
Preço: R$ 41,10
Estilo: Bière Brut
Onde encontrar: www.costibebidas.com.br
CILENE SAORIN
Cilene Saorin é mestre cervejeira graduada pela Universidad Politécnica de Madrid- Escuela Superior de Cerveza y Malta. Com mais de 20 anos de profissão, atua como consultora, sommelier e é presidente da Associação Brasileira dos Profissionais de Cerveja.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
ANÚNCIOS BIZARROS...
ANTARCTICA 1910
RAINIER BEER - 1905
MARCA DESCONHECIDA
GUINNESS - CABEÇA DE PORCO - 1929
MALZBIER BRAHMA - 1967
MALZBIER BRAHMA - 1967
BULL BOCK BRAHMA - 1929
SCHLITZ - 1952
MALZBIER - 1925
BRAHMA CHOPP - 1968
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
TÉCNICAS DE DRY HOPPING
Técnicas de dry-hopping
Dry hopping é essencialmente uma técnica britânica (e agora americana). Com poucas exceções, não é praticada na Alemanha e nem na Bélgica.
Qual a diferença entre fazer dry-hopping e adicionar lúpulo no final da fervura? Bem, pra começar, o aroma de uma cerveja que foi "dry-hoppada" é mais potente sobre o lúpulo no final da fervura. O aroma proveniente de dry-hopping é mais intenso e, já que não há fervura e portanto menos oxidação envolvida, o aroma é mais semelhante ao de um cone de lúpulo in-natura. O aroma de dry-hopping é provavelmente será mais estável do que quando proveniente de adição no final da fervura.
Como recordação, aqui vão algumas informações básicas em utilização de lúpulos. Os lúpulos tem 2 componentes básicos: um as são resinas e o outro são os óleos essenciais. As resinas são geralmente chamdas de alfa ácidos e são isomerizados (por meio de reação de isomerização) quando fervidos que resultam em iso-alfa-ácidos. São esses iso-alfa-ácidos os responsáveis em dar o amargor na cerveja final. Os óleos essenciais são responsáveis pelo aroma de lúpulo na cerveja final. Esses óleos são bem voláteis e serão evaporados se adicionados muito cedo na fervura. Para a maioria do mundo cervejeiros, o aroma é conseguido com a adição de lúpulo no final da fervura, que permite aos óleos que fiquem retidos no mosto. As adições de final de fervura geralmente ocorrem com 10 minutos ou menos para o final da fervura. Para cervejeiros alemães, eles gostariam de não ter nenhum aroma de adições no final da fervura. Inclusive, os sabores e aromas típicos que consideramos "nobres" são de adições de começo e meio de fervura, e nunca no final ou por dry-hopping. Se você já tentou fazer dry hop em cervejas alemãs, os sabores resultantes podem até ser agradáveis para você, mas a cerveja resultante seria fora do estilo e provavelmente não agradaria a jurados em competições.
Existem basicamente três formas de dry hopping:
- Adicionando lúpulos no fermentador primário;
- Adicionando lúpulos no fermentador secundário;
- Adicionando lpupulos no barril.
Adicionar lúpulos no começo da fermentação primária é desencorajado pela perda de aroma por arraste pelo CO2 formado durante a fermentação. Porém, muitas cervejarias comerciais estão mais preocupados com a estabilidade de suas cervejas do que em pequenas perdas de eficiência de lupulagem. Quanto mais oxigênio conseguirem manter fora da cerveja, mais estável. Então, ao invés de transferirem a cerveja para um fermentador secundário, esperam até a cerveja estiver quase terminado de fermentar (por volta de 1ºP faltando) e então fazem o dry-hop. Qualquer oxigênio presente será metaolizado pelo fermento ou evoluído com o desprendimento de CO2, e ainda tem bastante tempo para que o lúpulo sedimentarem se adicionados diretamente . Esse método pode ser interessante para cervejeiros caseiros, especialmente para aquelas cervejas que serão maturadas por um longo período, como barley wines, ou old ales, etc.
A maioria dos cervejeiros fazem dry hop no secundário para conseguir o máximo de aroma com menor custo. Isso é feito por três razões: sanitização, para não entupir a mangueira de purga (blow-off) e para reter o máximo de aromáticos possível. O problema, mencionado acima, é a possibilidade de oxidação e reduzida validade.
Dry-hopping no keg é praticado frequentemente, mas alguns sentem que o tempo de contato que os lúpulos estão com a cerveja dão muito do sabor "de grama" ou "oleoso". Porém existem tantos quantos que nunca tiveram problemas mantendo lúpulos no keg por 4 a 5 semanas. Quando usando um post-mix, gosto de usar aqueles porta-chás de inox em forma de bola e um pedaço de fio-dental. O porta-chá desce ao fundo e o fio dental permite que ela seja amarrada na parte de fora, mantendo mesmo assim uma boa vedação da tampa. Uma semana é bom ao se fazer dry-hop a quente, ou então até três ou quatro semanas quando fazendo dry-hop em temperaturas de lager. Sempre deixe o seu paladar dar a palavra final em quando você deve retirar os lúpulos.
Muitos cervejeiros caseiros ficam preocupados com contaminações quando adicionam lúpulos não sanitizados na cerveja final. Isso é muito difícil de acontecer porque quando o lúpulo é adicionado, no fim da fermentação, o álcool ajuda a conter qualquer possível fonte de contaminação. Ainda, já que não existem muitos açúcares sobrando na cerveja, não existe muito para os bichos comerem. E finalmente, lúpulos são anti-bacterianos e portanto não são um bom hospedeiro para qualquer contaminante.
Quais lúpulos devem ser usados para dry-hopping? Para a maioria, os lúpulos aromáticos são aqueles com baixo teor de alfa ácidos (menos de 6%) e com conteúdo alto de óleos essenciais. Os lúpulos "nobres" caem nessa categoria, assim como a maioria das variedades de baixos alfa ácidos. Alguns exemplos incluem Saaz, Tettnanger, Hallertauer, Goldings, Fuggles, Cascades e Willamette. Como em muitas regras, há exceções. Muitos lúpulos caem na categoria de "uso duplo" e que tem boas características aromáticas assim como boas propriedades de amargor. Duas dessas variedades com altos alfa-ácidos com bons resultados em dry-hopping são Chinook (12-14% AA) e Columbus (14-16% AA). Geralmente é melhor escolher as variedades por região ou tradição para fazer dry-hopping assim como para usar no final da fervura. Por exemplo, a maioria das cervejas inglesas são "dry-hoppadas" com East Kent Goldings e a maioria das americanas com Cascade.
Quanto de lúpulo usar e por quanto tempo é uma questão frequentemente perguntada. Uma boa base para uma quantidade razoável é por volta de 30g de lúpulo em 20L de cerveja de 10 dias a duas semanas entre 15 e 20ºC. Para cervejeiros caseiros que gostam de bastante aroma de lúpulo, aumente para algo como 60g para um aroma moderado, usando até 120g para cervejas mais alcoólicas e para aquele aroma "na cara" que muitas IPA´s e Double IPA´s (e até algumas Pale Ales mais fortes). A resposta certa para a pergunta de quanto usar é "o quanto precisar para atingir o resultado desejado". Mais de 120g por 20L pode ser lúpulo em demasia e o limite superior, mas cervejeiros caseiros são conhecidos justamente por ir até o limite das cervejas.
Na Grã-Bretanha, cervejeiros tipicamente fazem dry hop por duas a três semanas com uma temperatura inferior, por volta de 13 a 16ºC. Cervejeiros comerciais por lá usam menos lúpulos quando feito o dry hop no keg, mas não o removem do barril antes de servir, então ele está em contato com a cerveja por um longo período.
Uma alternativa para dry hop é fazer um chá de lúpulo. Para fazer isso você ferve duas xícaras de água , remove do fogo e adiciona o seu lúpulo. Espere esfriar e deixe em infusão por 1 a 2 horas. Adicione então à cerveja. Adicionar uma pequena quantidade de ácido na água, como o fosfórico ou o lático, ajudará a prevenir a liberação de polifenóis dos lúpulos que podem causar adstringência na cerveja final. Seja cuidadoso quando ajustar os níveis de ácido em quantidades tão pequenas de água. Use um pHâmetro e pare quando o pH estiver abaixo de 6. Evite adicionar o chá na cerveja muito rapidamente de modo a incorporar oxigênio na mesma. Qualquer oxigênio adicionado vai diminuir o aroma de lúpulo por oxidação dos compostos aromáticos. Tente sifonar com uma ponta de mangueira até a superficie da cerveja ou então adicionar cuidadosamente.
As lagers geralmente não são "dry-hoppadas", pois seus aromas são provenientes de adições no final da fervura, mas enquanto estiver brassando uma cerveja lupulada (principalmente ales), tente fazer dry hop na próxima vez e veja se você gosta dos resultados.
Referências: Adaptado do artigo da revista Brew Your Own por Donald Million intitulado Dry Hopping: Techniques(data online: 26 de agosto de 2003), do livro Homebrewing: Volume 1 Beginner Basics to Creating Your Own Award-Winning Recipes, por Al Korzonas, o artigo de Charles Bamforth intitulado Beer: An Ancient Yet Modern Biotechnology, do departamento de Ciência dos Alimentos da Univ. de California-Davis.
A maioria dos cervejeiros fazem dry hop no secundário para conseguir o máximo de aroma com menor custo. Isso é feito por três razões: sanitização, para não entupir a mangueira de purga (blow-off) e para reter o máximo de aromáticos possível. O problema, mencionado acima, é a possibilidade de oxidação e reduzida validade.
Dry-hopping no keg é praticado frequentemente, mas alguns sentem que o tempo de contato que os lúpulos estão com a cerveja dão muito do sabor "de grama" ou "oleoso". Porém existem tantos quantos que nunca tiveram problemas mantendo lúpulos no keg por 4 a 5 semanas. Quando usando um post-mix, gosto de usar aqueles porta-chás de inox em forma de bola e um pedaço de fio-dental. O porta-chá desce ao fundo e o fio dental permite que ela seja amarrada na parte de fora, mantendo mesmo assim uma boa vedação da tampa. Uma semana é bom ao se fazer dry-hop a quente, ou então até três ou quatro semanas quando fazendo dry-hop em temperaturas de lager. Sempre deixe o seu paladar dar a palavra final em quando você deve retirar os lúpulos.
Muitos cervejeiros caseiros ficam preocupados com contaminações quando adicionam lúpulos não sanitizados na cerveja final. Isso é muito difícil de acontecer porque quando o lúpulo é adicionado, no fim da fermentação, o álcool ajuda a conter qualquer possível fonte de contaminação. Ainda, já que não existem muitos açúcares sobrando na cerveja, não existe muito para os bichos comerem. E finalmente, lúpulos são anti-bacterianos e portanto não são um bom hospedeiro para qualquer contaminante.
Quais lúpulos devem ser usados para dry-hopping? Para a maioria, os lúpulos aromáticos são aqueles com baixo teor de alfa ácidos (menos de 6%) e com conteúdo alto de óleos essenciais. Os lúpulos "nobres" caem nessa categoria, assim como a maioria das variedades de baixos alfa ácidos. Alguns exemplos incluem Saaz, Tettnanger, Hallertauer, Goldings, Fuggles, Cascades e Willamette. Como em muitas regras, há exceções. Muitos lúpulos caem na categoria de "uso duplo" e que tem boas características aromáticas assim como boas propriedades de amargor. Duas dessas variedades com altos alfa-ácidos com bons resultados em dry-hopping são Chinook (12-14% AA) e Columbus (14-16% AA). Geralmente é melhor escolher as variedades por região ou tradição para fazer dry-hopping assim como para usar no final da fervura. Por exemplo, a maioria das cervejas inglesas são "dry-hoppadas" com East Kent Goldings e a maioria das americanas com Cascade.
Quanto de lúpulo usar e por quanto tempo é uma questão frequentemente perguntada. Uma boa base para uma quantidade razoável é por volta de 30g de lúpulo em 20L de cerveja de 10 dias a duas semanas entre 15 e 20ºC. Para cervejeiros caseiros que gostam de bastante aroma de lúpulo, aumente para algo como 60g para um aroma moderado, usando até 120g para cervejas mais alcoólicas e para aquele aroma "na cara" que muitas IPA´s e Double IPA´s (e até algumas Pale Ales mais fortes). A resposta certa para a pergunta de quanto usar é "o quanto precisar para atingir o resultado desejado". Mais de 120g por 20L pode ser lúpulo em demasia e o limite superior, mas cervejeiros caseiros são conhecidos justamente por ir até o limite das cervejas.
Na Grã-Bretanha, cervejeiros tipicamente fazem dry hop por duas a três semanas com uma temperatura inferior, por volta de 13 a 16ºC. Cervejeiros comerciais por lá usam menos lúpulos quando feito o dry hop no keg, mas não o removem do barril antes de servir, então ele está em contato com a cerveja por um longo período.
Uma alternativa para dry hop é fazer um chá de lúpulo. Para fazer isso você ferve duas xícaras de água , remove do fogo e adiciona o seu lúpulo. Espere esfriar e deixe em infusão por 1 a 2 horas. Adicione então à cerveja. Adicionar uma pequena quantidade de ácido na água, como o fosfórico ou o lático, ajudará a prevenir a liberação de polifenóis dos lúpulos que podem causar adstringência na cerveja final. Seja cuidadoso quando ajustar os níveis de ácido em quantidades tão pequenas de água. Use um pHâmetro e pare quando o pH estiver abaixo de 6. Evite adicionar o chá na cerveja muito rapidamente de modo a incorporar oxigênio na mesma. Qualquer oxigênio adicionado vai diminuir o aroma de lúpulo por oxidação dos compostos aromáticos. Tente sifonar com uma ponta de mangueira até a superficie da cerveja ou então adicionar cuidadosamente.
As lagers geralmente não são "dry-hoppadas", pois seus aromas são provenientes de adições no final da fervura, mas enquanto estiver brassando uma cerveja lupulada (principalmente ales), tente fazer dry hop na próxima vez e veja se você gosta dos resultados.
Referências: Adaptado do artigo da revista Brew Your Own por Donald Million intitulado Dry Hopping: Techniques(data online: 26 de agosto de 2003), do livro Homebrewing: Volume 1 Beginner Basics to Creating Your Own Award-Winning Recipes, por Al Korzonas, o artigo de Charles Bamforth intitulado Beer: An Ancient Yet Modern Biotechnology, do departamento de Ciência dos Alimentos da Univ. de California-Davis.
FONTE: http://noticiascervejeiras.blogspot.com.br/2011/10/tecnicas-de-dry-hopping.html
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Pesquisa mostra crescimento das cervejas premium no Brasil
November 27th, 2012 | Author: Fabian Ponzi
A empresa inglesa Mintel, especializada em inteligência de consumo e produto, acabou de liberar uma pesquisa sobre o mercado de cervejas no Brasil. Considerado um dos mercados emergentes no mundo, nosso país vem demonstrando um crescimento no consumo e na produção de cervejas, com destaque para o setor de cervejas premium, que vem obtendo um crescimento acelerado na comparação com as cervejas standard.O relatório da Mintel aponta que o setor de cervejas premium teve um crescimento de impressionantes 18% em 2011, ao passo que as cervejas mainstream tiveram uma queda de 2% no volume de produção. Isso acarretou um crescimento no market share das premium, alcançando a marca de 12% em 2011, com um aumento de 0,6% em relação ao ano anterior.
Tais números são explicados pela mudança nos hábitos de consumo do brasileiro. Segundo Sebastian Concha, Diretor de Pesquisa da Mintel na América Latina, a realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas no país nos próximos anos, abre ainda mais oportunidades para o setor cervejeiro. “Com um produto intimamente ligado à cultura do esporte, as cervejarias podem capitalizar o entusiasmo local e o posicionamento do produto premium pode ser beneficiar disso”, diz Concha. Ele segue:“a ‘premiumnização’ da indústria será um fator-chave para o crescimento do mercado nos próximos cinco anos, o que representa oportunidades significativas para o setor”.
Tais números e tendências são significativos e dignos de comemoração, mas devemos ter uma certa dose de interpretação ao analisarmos esses dados. Vejamos: cervejas premium não são, definitivamente, cervejas de melhor qualidade. O termo é usado para classificar as cervejas pelo preço. Normalmente, as premium até possuem uma qualidade um pouco acima da média, mas outros fatores, como o posicionamento de mercado, influem na classificação.
Se considerarmos o setor de microcervejarias, o relatório mostra que o mercado está crescendo, o que é bom. Por outro lado, ele diz que, por ser um mercado promissor, o Brasil pode ganhar grandes investimentos das grandes empresas do setor cervejeiro, o que pode dificultar bastante a vida das pequenas empresas que não tem tanta força para se manter na competição.

Stephen Beaumont, autor do livro The World Atlas of Beer e um entusiasta do mercado cervejeiro no Brasil, alerta em seu blog para a futura atuação das macrocervejarias:“Continuo convencido que o futuro da cerveja artesanal no Brasil é brilhante, mas com a AmBev e outras grandes cervejarias notando o grande potencial de receita na América do Sul, a estrada à frente provavelmente não será nada fácil”.
Ficamos esperando mais cenas dos próximos capítulos, mas fica a impressão de que com o aquecimento do mercado, TODOS ganharão. Mesmo que alguns vejam com receio a entrada das macrocervejarias no nicho das cervejas especiais, a verdade é que isso acabará resultando num aumento do público das boas cervejas, um público infiel por natureza e ávido por novos sabores e aromas. Com a beerevangelização feita pelas grandes, as pequenas cervejarias poderão se beneficiar. Assim espero, sinceramente.
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
IV FESTA DE NATAL DA TABERNA DO VALE
Gostaria de agradecer aos parceiros da Taberna, aos nossos colaboradores por mais este evento sucesso total !!!
Foi muito boa, as bandas fizeram shows memoráveis, as cervejas estavam maravilhosas e o público, como sempre familiar, altamente selecionado, com muitas crianças, e o clima de sempre nas festas na Taberna, alegre, calmo e festivo...
Seguem abaixo algumas fotos da festa, para quem foi matar a saudade e para quem não foi, ficar com vontade de ir na próxima...
Espaço Kids - Pinturinha e Balão
Bier Willkommen - Espaço para os Homebrewers que ofereceram suas cervejas para quem trouxesse brinquedo para doação degustar.
Espaço Kids - Cama Elástica
Tudo pronto para começarmos a festa...
Bier Willkommen - Espaço para os Homebrewers que ofereceram suas cervejas para quem trouxesse brinquedo para doação degustar
Espaço Kids
Bateria de Chopeiras - os chopes que estavam disponíveis estão nos cartazes, em cima das chopeiras.
Panorama da festa - 15horas
Meus amigos do Adriano - Imperador da Cerveja - Os petiscos do Luisão marcaram presença na festa...
Banda Cabeça Dinossauro
Juliano Caldeira e Ronaldo - Rima dos Sabores, sempre presente nos eventos cervejeiros...
Banda Fóssil - Último da festa - até 22 horas...
Fica nosso agradecimento aos parceiros que sempre nos ajudam nos eventos com foco na disseminação da cultura cervejeira. Agradecimentos especiais aos nossos colaboradores, que trabalham duro em prol da evolução da Taberna do Vale... Destaque para o Ricardo Borges, um exemplo na conduta profissional dentro da empresa.
Próximo evento - SAINT PATRICKS DAY - março 2013 - Aguardem...
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